Existe uma pergunta que se insinua como brisa e, às vezes, ruge como tempestade: O que Acha de Si Mesmo? Não é uma questão que se resolve com espelhos, diagnósticos ou biografias. É um convite ao mergulho, uma travessia por corredores internos que mudam de forma conforme os olhos que os percorrem. Pensar sobre si é como tentar abraçar a própria sombra. Ela escapa, dança, se alonga, se encolhe. O “eu” não é uma estátua, mas um rio, ora sereno, ora turbulento. E nesse fluxo, sentir e pensar se entrelaçam como amantes que não sabem se estão se encontrando ou se despedindo. Na clínica filosófica, essa pergunta se abre como uma flor que não quer ser colhida, apenas contemplada. O que achamos de nós mesmos não é uma decisão final, mas uma paisagem que muda com a luz, com o tempo, com o olhar. Há dias em que me acho vasto, como se coubesse o mundo inteiro em mim. Em outros, sou estreito, um beco sem saída. Às vezes sou ideia, outras apenas pele. Sou o que sinto, mas também o...
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